Quem chutar no Enem terá nota inferior. É o que informa o Ministério da Educação.
Haverá um mecanismo aplicado na prova capaz de identificar, de acordo com os segmentos das respostas do candidato, se ele acertou aleatoriamente ou não a uma questão.
Na nota final, o acerto que foi por meio de ''chute'' terá um peso menor do que a resposta correta por domínio do assunto. A nova forma de cálculo se baseia no TRI - Teoria de resposta ao Item, que acaba de ser assimilada pelo Novo exame do Enem.
Com a TRI, as perguntas são "inteligentes" --sabe-se o perfil de quem acerta com maior probabilidade as mais fáceis, as intermediárias e as difíceis.
Esse macanismo será possível devido a um banco com inúmeras respostas de alunos que testam as perguntas do Exame Nacional do Ensino Médio. O teste estabelerá padrões de resposta e vai definir todas as questões que irão integrar o novo Enem 2009. Alunos de primeiro e segundo ano do ensino médio irão integrar essa fase de ''teste'', isso para que os alunos do terceiro ano não vejam questões que, eventualmente, podem cair no teste.
Mas afinal, como vai funcionar o sistema anti-chute?
Em outras palavras, o sistema anti-chute irá funcionar da seguinte forma:
Geralmente, as pessoas que erram questões de nível fácil, não vão acertas as de dificuldade mais elevada, assim como aqueles que acertarem as mais complexas raramente errarão as mais simples. Ou seja, a base do sistema anti-chute são essas deduções. Se um evento improvável nas respostas ocorre, pode ser caracterizado o ''chute'' e a resposta terá menos valor.
Dessa forma, não vai ser possível saber a nota apenas pelo percentual de acertos, já que uma questão pode ter peso maior ou menor do que a outra, de acordo com os critérios da TRI. Ou seja, por exemplo, se o candidato acertar 5 questões de um total de 10, não significa que ele tem 50% da nota, pode ter mais ou menos que isso.
Com relação ao nível das questões, é possível que haja 25% de questões fáceis, 50% de médias e 25% de difíceis. É o que afirma o diretor do INEP.